O mundo ao contrário
Este é um tema sobre o qual eu nunca pensei.
Eu adorava viver nesse mundo, porque aí era tudo ao contrário.
Mesmo ao contrário. Por exemplo: as horas da tarde eram as horas da manhã, não havia guerras, os computadores tinham vida própria, os jardins eram feitos de labirintos, tudo era grátis e não havia dinheiro.
Por este motivo, os homens não ambicionavam os bens dos outros, não roubavam nem assaltavam. Assim, não havia prisões e só se conhecia o bem, o mal era desconhecido.
Os telejornais de vários canais de televisão, transmitiam notícias muito positivas e agradáveis, e também ninguém pagava impostos nem rendas de casas, ou seja, também não recebíamos cartas desse género: famílias não teriam contas para pagar. Lembram- se? Não havia dinheiro neste mundo ao contrário.
Às vezes, tenho a sensação de que vivemos nesse mundo. É o que acontece quando não estamos preocupados com os problemas do dia-a-dia nessas alturas, ou estou a ler ou a ouvir música e pareço que me esqueço de tudo!
Muitas das situações que acontecem neste mundo em que vivemos parecem não ter sentido. Aliás, parecem mesmo ser feitas ao contrário: há muitos crimes, há muita violência, há muitas mentiras. Ao falar disto lembro- me da famosa música dos Xutos e Pontapés “O mundo ao contrário”.
É pena nós estarmos a pensar num mundo ao contrário, que não existe e onde tudo seria perfeito, em vez de pensarmos em soluções que possam resolver os problemas do nosso mundo imperfeito. Mas … será que seria mesmo agradável viver num mundo perfeito?




